Mas o amor não tem forma, lembra?
E voltamos, de novo, ao princípio...
Quer saber? Não tem explicação!! É O AMOR!

Lembro de um episódio da minha infância em que, em um belo dia, foi parar em minha casa um jabuti. Era fêmea e a batizamos de Tieta. Ela só ficava no quintal, no seu ritmo lento de vida. Minha irmã, ao tentar segurá-la, assustou-se e a deixou cair, quando quebrou um pedacinho do seu casco. Alguns dias depois, Tieta não estava mais no quintal. Meu pai disse tê-la levado para morar no Bosque, talvez, uma desculpa para não dizer que, na verdade, a levou para a panela.
Depois de muito tempo, hoje, olhei pela janela e vi a grama mais verde, viva, e não seca. Os campos floresceram. Após muitos anos de inverno, cheguei na prinavera de minha vida e, neste dia tão especial, completo 25 anos... Kkkkkkk, fala sério!!!!Dizem que às seis horas da tarde os rios da Amazônia não pertencem a ninguém, a nenhuma criatura humana. É nesse horário que a natureza toma conta das águas e liberta os encantados. Como que, ainda hoje, a cultura amazônica pode ser tão povoada por narrativas míticas e de cunho fantástico?
Em um ritmo alheio ao de qualquer grande cidade, a Ilha do Marajó é um paraíso verde, banhado por ondas insalubres, da cor de terra molhada. Lá, a subsitência provém da natureza, do que permite o clima, da consistência do leite de búfala, que depende da quantidade de chuvas que cai e da cheia dos rios, que fazem render o capim, as mangas, os peixes, os tucumãs...
Até o boto acompanha os pescadores somente na hora da chuva, ele vai mostrando o caminho, como se fosse o momento em que o céu abençoasse as águas. Mas quando o barco é forasteiro, ele brinca, engana, trapaceia, mete medo... Cinco dias na ilha, cinco dias em que fiquei com os olhos atentos para ver nem que fosse de relance essa criatura tão cercada de significados.

Ainda que saiba admirar as belezas do lugar, não pertenço a ele, meus costumes são outros, meus valores não são os mesmos do povo de lá. Se para mim o rio é rua, para o marajoara é o peito, é a alma, é essência de vida e fé. Quisera eu merecer, um dia, desvendar os encantos dessa maré.
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Essa história do Edir Macedo... Chega um momento na vida de uma mulher em que simplesmente não é mais possível acreditar nessa história de amor. A gente se acostuma a ser tratada como um pedaço de carne e é só isso que passamos a ver quando olhamos no espelho.
De um tempo pra cá, eu até aprendi a ter auto-estima e a me dar mais valor, mas é difícil quando tudo que esperam de você é fetiche, pura fantasia de um corpo sem rosto e sem sentimento.
Não é tão simples, não é uma questão de se sujeitar ou se prestar ao papel. É cultural... Herança da Revolução Industrial, uma sociedade capitalista que quer mulheres fabricadas em série e em larga escala, educadas para satisfazer desejos.
Eu não concordo com isso, não queria que fosse assim, mas é assim que é. Queria poder ainda acreditar em romance, mas é simplesmente impossível nesses tempos em que se preza mais pela quantidade do que pela qualidade.
É por isso que querem me queimar na fogueira quando falo com muita naturalidade que mão acredito nesse tal amor e nem espero mais ser arrebatada em uma manhã de verão pelo príncipe no cavalo branco. A essa altura do campeonato, o mínimo que eu exijo é um pouco de educação, alguns elogios, quem sabe carinho...
A minha natureza (humana, do tipo fêmea), não vai me impedir de, no dia seguinte, criar expectativas sobre telefonemas e segundos encontros, mas isso é só por força do hábito.
Em alguns momentos de fraqueza, também pode acontecer de eu desejar um abraço quente e protetor, um cafuné no cabelo e um buquê de flores, mas nada que um cartão de crédito, uma caixa de chocolates e uma pizza com bastante queijo não resolvam.
Amanhã, talvez, quem sabe, eu conheça alguém que realmente valha a pena... ou não!!! Nããããoooo. Isso é conto de fadas. Eu já passei dessa fase.
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Mas, para os que amam: Feliz dia dos namorados!!
"(...)
- Eu conheço um planeta onde há um sujeito vermelho, quase roxo. Nunca cheirou uma flor. Nunca olhou uma estrela. Nunca amou ninguém. Nunca fez outra coisa senão contas. E o dia todo repete como tu: 'Eu sou uma pessoa séria! Eu só faço coisas sérias!"' E isso o fez inchar-se de orgulho. Mas ele não é uma pessoa; é um cogumelo!
- Um o quê?
- Um cogumelo!
(...)"
Quem, hoje em dia, cultiva jardins em estruturas de concreto??
Alguns são apenas rostos, figuras sem expressão, estampas desbotadas, que se não incomodam, não fazem a mínima diferença. Outros, a maioria, são apenas corpos, um composto de tecidos, ossos, músculos... físico, organismo pulsante, de células táteis, matéria concreta, sangüínea, palpável... Às vezes, mas desejável do que necessária.
Nesse tempo em que vagam pelas ruas muitos rostos sem corpo e tantos mais corpos sem rosto, estranho mesmo é ver alguém inteiro, com rosto, corpo, alma e coração. Ser humano, nos dias de hoje, é ser civilizado, é saber viver em sociedade e interagir com metades perdidas, é se sentir sozinho no meio da multidão.
Ser humano, em nossos tempos, é ignorar a desgraça alheia, é se sentir invisível mesmo sob a luz de holofotes, é amargar em silêncio sofrimento, medo e desespero. Não sei se sou mais rosto ou se sou corpo. O fato é que já perdi a minha alma e o meu coração há muito tempo.
A variedade de povos e debates que compôs a programação política do Fórum Social Mundial 2009, que ocorreu em Belém/Pará/Brasil, de 27 de janeiro a 01 de fevereiro, se manifestou da cultura e também da hipocrisia. Se por um lado o Fórum ofereceu livre espaço para a manifestação tradicional de diversos grupos e discursos, por outro, o evento foi marcado por contradições, em que muitos de seus participantes e organizadores praticaram exatamente o contrário das atitudes propostas por suas ideologias.
